Oceano Vermelho

O mundo está morrendo
Por tua culpa
Você está o matando
Por algum motivo está delirando
Esta é a verdade nua e crua
Toneladas de lixo jogados na rua
O tempo está correndo
Os oceanos estão morrendo

Teu sangue não purifica a água
Só é perdido nas areias da praia
Esforços jogados em água salgada

Nós pedimos perdão
Começar a dessalinização
Ou cairemos secos sob o chão

(Arthur Z.)

Inspiração

Certa noite, um anjo veio a minha cama
Sentou do meu lado e assumiu o controle de minha mente
Subitamente tudo ficou claro
Como se estivesse olhando para o reino dos céus
Ele me deixou e levou a esplendida visão com ele
Mas me ainda assim me deixou algo
Algo que me fez pegar a caneta e começar a compor
Era uma inspiração divina no canto mais profundo da minha mente
Um pássaro feito de luz me deu plena maestria para este poema incompleto, pois em troca da habilidade entreguei minha sanidade…

(Arthur Z.)

Guerra ao Escuro

Uma fera observando do horizonte
Sorridente e calma
Em cima do monte
Um monte de pessoas que já foram pegas por ela
Realmente uma imagem horrenda
Medonha e sombria
Não pode ser parada com água benta
Irá acabar com a sua alegria

Destruição e caos são a moeda de dois lados em um
A fera destruíra seus ossos
Isso não é comum
Ela acabará com todos os nossos

Nossos soldados caídos não irão se levantar
A fera irá nos destruir se assim você deixar
Nós protegeremos nosso lar
Nossa bandeira não irá queimar

(Arthur)

Insignificância

A insignificância de ser humano
Quão desesperados estamos ou somos?
Para ter que criar um sentido para respirarmos?
Dizer que somos filhos do universo?
Inventarmos que temos um propósito para viver?

Temos a necessidade de nos matar na esperança de vivermos mais um dia
Comendo mentiras, para alimentar uma mente doentia
Destruímos a vida para alimentarmos nossa insignificância
E ainda justificamos essa matança com leis divinas
Para tentar diminuir nossa arrogância

Porque não acordamos e olhamos no espelho?
Se por acaso enxergasse-mos o obvio,
E passássemos a acreditar no próximo, será que melhoraríamos?
Ou será que tudo isso é só outra mentira para encontrarmos uma única saída
Para essa insignificância chamada de vida?

Será que tentando se desintoxicar dessas mentiras, encontraríamos uma saída?
Onda é quase obvio que a saúde do corpo esta acompanhada da doença da mente?
Será que a realidade enxergada faria que desejássemos ficar cegos?
Vale a pena se matar para viver só mais um dia?
Ou lutar pela vida sabendo que a vitoria é só uma mentira?

(Klaus Anonimo)

Asas

É só um sorriso
Talvez um olhar
Tentando esconder a curiosidade
Cada um tentando se evitar

Não foi de propósito
e sim uma mera coincidência
nossos olhares se encontraram
e assim como da primeira vez
Borboletas me tomaram a conciencia

Como um tolo, permiti que voassem
Sabendo que não era certo
Permiti que me controlase
Agora me encontro nesta situação

Borboletas não conhecem cercas
Seguem o curso do vento
voam para aonde desejam
tentando curtir o momento

Estão indo onde as ondas quebram
Talvez buscando as marinas, onde meu barco está
Com as velas recolhidas
Em águas tranquilas, sem muito se agitar.

Eu sei que irão voar para longe dos meus pensamentos
para que eu consiga navegar em paz
Cuidar das minhas pedras de Jade
E deixar o que senti para trás.

Ao avistar minha ilha, vou me dedicar a ela
A qual, eu sei, estará esperando por mim
E que assim, minhas borboletas sempre estejam voando
Em um campo de Jasmin.

(Klaus Anonimo)

Finada revolta

Na morte lenta
Anjos e demônios
O observam estáticos a situação
Enquanto cada segundo custa a passar

Rodeado de seres celestiais
Caídos e de luz
Não se importam
A decadência é sua

Viva ou morra
Indiferente
Eis tua indiferença para com tudo
Vazio lotado de nada

Sangre ou chore em teu túmulo
Exclame ou ore
Essa é tua cruz
Ande sobre tuas águas

Dessa treva não surgirá luz
E em menos de sete dias
Tudo se foi
Estará só como antes

Nem mesmo os 12 haverão
E a traição nunca existiu
Por ninguém sofreu
Homem que viveu como um deus homem.

Nem dor
Nem Ele
Nada é como é
A vida é pior do que sonhas

O vazio ainda existe
Choro surge
A dor persiste
E a esperança não acaba

Esperanca o pior dos sentimentos
Alega ter fim
Mas não tem
A e tudo continua igual

Fé não nos mantém
Não nos repara
A natureza do homem
Peste mundana

Que em suas mentiras a sustenta
No ego enganado
Suprido por ilusões inexistentes
Criado por mentes insanas

A realidade não existe
Em sua verdadeira forma
É tudo visto de uma ilusão criada há muito tempo
Fatigado de tudo isso

Anjos e demônios
Filhos de um mesmo pai
Que permite que seus
Morram, sofram e matem

A dor é plena
E a vida nada vale
Tudo é o caos
Vivido em carne

A dor é plena
A felicidade é uma sombra
Que no primeiro raio de lucidez
Se desfaz instantaneamente

Na noite estou
Em trevas percorro um caminho desconhecido
A procura do adeus
Que me abandonaste

Entre anjos e demônios
Seres que assistem mais um
Que procura a partida
Para o fim

A força é grande
Mas se esgotou lentamente
Assim como a dor era pouca
Hoje por inteiro me consome

Suspiro, grito
Silenciosamente por ti
Abandonaste novamente
Como sempre fez aos teus.

Corvo