O que eu lhe fiz?

O dia termina tarde,mas começa cedo
Às 5 da manhã,sem luz, nos levantamos
Para assim mais um dia repetitivo e maçante
O relógio nos desperta
Talvez de um sonho bom ou ruim
Mas,sem dúvidas,de um descanso necessário
Aquele barulho insistente e provocador toca para ela
Lembrando-a que seu tempo acabou
Aquele som corroi seu corpo de cólera
O relógio não lhe dá aqueles 5 minutinhos merecidos e continuar a martelar sua mente
Num impulso ela pega a marreta
E quebra o tempo
E a ilusão de que o tempo parou, ou melhor, voltou, lhe trazia felicidade e paz

(Maria Belarmino)

Evolução para coisas inúteis

Plantar uma árvore,
ter um filho,
fazer um livro.

deixar semente e oxigénio,
ensinar as novas vidas,
deixar o testemunho ao próximo.

Não sei se fiz um livro mas já escrevi
posso desconfiar que ate já consegui,
vou dando a minha opinião e simpatia.

Quem dá à luz é mãe.
Portanto eu serei o pai.
Importante é alguém seguir os teus passos.

As árvores que planto, no verão dão sombra
mas não tenho a certeza do rumo
que fui dando aos ramos.

Na arquitetura poética do mundo rural
nada mais é importante
que viver ainda melhor
até a árvore morrer imortal
e deixar sempre outra crescer
mas até quando se vamos todos a correr.

(Jose maria fonso)

Oceano Vermelho

O mundo está morrendo
Por tua culpa
Você está o matando
Por algum motivo está delirando
Esta é a verdade nua e crua
Toneladas de lixo jogados na rua
O tempo está correndo
Os oceanos estão morrendo

Teu sangue não purifica a água
Só é perdido nas areias da praia
Esforços jogados em água salgada

Nós pedimos perdão
Começar a dessalinização
Ou cairemos secos sob o chão

(Arthur Z.)

Inspiração

Certa noite, um anjo veio a minha cama
Sentou do meu lado e assumiu o controle de minha mente
Subitamente tudo ficou claro
Como se estivesse olhando para o reino dos céus
Ele me deixou e levou a esplendida visão com ele
Mas me ainda assim me deixou algo
Algo que me fez pegar a caneta e começar a compor
Era uma inspiração divina no canto mais profundo da minha mente
Um pássaro feito de luz me deu plena maestria para este poema incompleto, pois em troca da habilidade entreguei minha sanidade…

(Arthur Z.)

Guerra ao Escuro

Uma fera observando do horizonte
Sorridente e calma
Em cima do monte
Um monte de pessoas que já foram pegas por ela
Realmente uma imagem horrenda
Medonha e sombria
Não pode ser parada com água benta
Irá acabar com a sua alegria

Destruição e caos são a moeda de dois lados em um
A fera destruíra seus ossos
Isso não é comum
Ela acabará com todos os nossos

Nossos soldados caídos não irão se levantar
A fera irá nos destruir se assim você deixar
Nós protegeremos nosso lar
Nossa bandeira não irá queimar

(Arthur)

Insignificância

A insignificância de ser humano
Quão desesperados estamos ou somos?
Para ter que criar um sentido para respirarmos?
Dizer que somos filhos do universo?
Inventarmos que temos um propósito para viver?

Temos a necessidade de nos matar na esperança de vivermos mais um dia
Comendo mentiras, para alimentar uma mente doentia
Destruímos a vida para alimentarmos nossa insignificância
E ainda justificamos essa matança com leis divinas
Para tentar diminuir nossa arrogância

Porque não acordamos e olhamos no espelho?
Se por acaso enxergasse-mos o obvio,
E passássemos a acreditar no próximo, será que melhoraríamos?
Ou será que tudo isso é só outra mentira para encontrarmos uma única saída
Para essa insignificância chamada de vida?

Será que tentando se desintoxicar dessas mentiras, encontraríamos uma saída?
Onda é quase obvio que a saúde do corpo esta acompanhada da doença da mente?
Será que a realidade enxergada faria que desejássemos ficar cegos?
Vale a pena se matar para viver só mais um dia?
Ou lutar pela vida sabendo que a vitoria é só uma mentira?

(Klaus Anonimo)

Asas

É só um sorriso
Talvez um olhar
Tentando esconder a curiosidade
Cada um tentando se evitar

Não foi de propósito
e sim uma mera coincidência
nossos olhares se encontraram
e assim como da primeira vez
Borboletas me tomaram a conciencia

Como um tolo, permiti que voassem
Sabendo que não era certo
Permiti que me controlase
Agora me encontro nesta situação

Borboletas não conhecem cercas
Seguem o curso do vento
voam para aonde desejam
tentando curtir o momento

Estão indo onde as ondas quebram
Talvez buscando as marinas, onde meu barco está
Com as velas recolhidas
Em águas tranquilas, sem muito se agitar.

Eu sei que irão voar para longe dos meus pensamentos
para que eu consiga navegar em paz
Cuidar das minhas pedras de Jade
E deixar o que senti para trás.

Ao avistar minha ilha, vou me dedicar a ela
A qual, eu sei, estará esperando por mim
E que assim, minhas borboletas sempre estejam voando
Em um campo de Jasmin.

(Klaus Anonimo)