Incertezas

Tenho medo do escuro
e também do futuro
Eu a prometi as estrelas
no final de uma tarde de sexta-feira

A lágrima que derramei
fora pelo mesmo motivo que asas criei

Meu coração bate
enquanto a vida late

Sinto muito, é mais triste a verdade
Essa é a dor da responsabilidade

Quem vê o poeta
não vê sua alma deserta

Todo dia caminhando pela terra batida
com mãos calejadas e ardidas

Nesse céu sem lua
desejo que minha poesia se dilua.

Esse é meu último desejo
sem paixão, ódio ou rima.

(Vinícius Bacelar)

saudade do amor impossivél

parece que nunca passa
só passo raiva e mas nada
só quero que você fique comigo
mais sei que é impossível
desapegar desse sorriso incrível
pareço maluca por que me desgasto e canso de tudo
reinvento meu mundo vivo no absurdo de achar
que inves de amor seja dependência isso tudo
a três anos amando alguém que ninguém se dá
minha decisão nunca é valida
eu sou mais que um corpo bonito sou mais
que um amor sem compromisso
no calor da dor eu te encontro
e me entrego o nosso barulho vira
um atentado ao pudor sei bem quem sou mas
quando me encontro em seus bracos fico perdida no seu quarto
melhor para vou me exaltar
ninguém suportaria ouvir tudo que já rolou por lá

(solar)

A dor da saudade

Sabe de uma coisa,
A dor da saudade,
Ela dói mais que
Uma pontada de faca,
Ela corrói por dentro
Do peito, o coração,
O faz de bobo,
E, assim se fica…
Essa dor malvada
Trucida e dilacera,
Descoordena ideias,
De si mesmo se desconecta…
E se diz consigo,
Mesmo renegado,
Em detestação vil,
Se deve continuar
A se ter respeito
Por quem causa essa dor,
A dor trucidante
Da saudade sentida?

(Jose de Paula)

AMOR SEM MEDIDA (Letra de Música)

Ainda trago o peito dolorido,
Muito machucado.
Um nó na garganta.
O gosto amargo
De está longe de ti.
Olheira nos olhos
Das noites em claro,
Sem dormir.

Olhos inchados de tanto que chorei,
Sentindo tua falta.
Quanto lastimei.
Trago na mente e no coração
Você, cara metade,
Minha grande paixão.
Sonho com você todos os dias.
Suspiro a olhar tua fotografia,
Sorriso, tão lindo!
Que me encantou.
Ainda pretendo te ter de volta,
Meu amor.

Foi paixão a primeira vista!
É amor que não tem medida.
É só você que me completa.
Ao teu lado sinto o paraíso aqui na terra.

ÁGUAS DO RIO

Entro pelo mar
Pra mostrar meu samba,
De Rio a Rio,
Sou Ponta Negra
E Copacabana.

Quero cantar
A miscigenação,
Sudeste e nordeste,
Samba e forró do bom.

Eu vou de cá
E você vem de lá.
Meu rio de janeiro,
Hoje natal vai abraçar.

Vamos fazer juntos
Uma roda de samba,
Nos morros e nas praias,
Toda cidade canta.

Nessa interação,
Uma só voz vai ecoar
O melhor do samba,
Não tem hora pra acabar.

Sem se preocurar
Com o dia raiando,
Se até o galo já tá cantando,
É sinal que o samba não pode parar.

*Marcelo Maya – Edmundo de Souza.

VEM DANÇAR FORRÓ

Vem pra cá,
Vem dançar
Forró pé de serra
Pra você suar.

A poeira vai levantar.
Sanfoneiro é do bom
E faz esse fole chorar.

Pego a morena
E no meio do salão,
Vamos arrastar chinela
Com maior satisfação.

Moço apague o candeeiro
Que tudo vai esquentar.
Hoje é dia de quadrilha,
E o fole não pode parar.

Vem pra cá,
Vem dançar
Forró pé de serra
Pra você suar.

A poeira vai levantar.
Sanfoneiro é do bom
E faz esse fole chorar.

Aperto a donzela
Firme nos braços,
E danço com ela
Forro, baião e xaxado.
E no seu perfume,
Eu me embriago.
Quero casar com ela
Tou apaixonado.

*Marcelo Maya – Edmundo de Souza.