EU

É no silêncio que encontro paz, A vida passa sem que eu possa ouvir,
São momentos de solidão, E eles só me fazem refletir.
Sobre tudo o que passei sobre tudo o que perdi.

Vejo cenas inexplicáveis, Todas elas, eu vivi.
E quando noto que estou aqui me impedindo de viver feliz
Sigo triste minha solitária via, um labirinto pleno de nostalgia.

Vida só! Ouço um gemido, mas não é só.
São momentos que vem e crescem, não se vão jamais,
Tendem a aumentar, transformar o ser.

História real que se chega, para nunca mais partir,
Permanecem e fazem com que a solidão seja a única companheira
Pois só comigo tenho a certeza de que nunca ficarei só.
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EXPIRAR

Lá vem o vento uivante dos gélidos vales sagrados,
Das ondas quebradas em qualquer rochedo,
Onde sopra constantemente uma brisa fugaz.

Vem trazendo as cinzas do presente,
Que no passado foram fogo,
Ferido a ferro, resistindo forte aos berros,
Mas apagado pelo vento que o matou.

Passou forte e durou pouco, mas as casas caíram
E a chuva inundou meus lábios, e molhou minha mão.

Lá em o vem o vento quente da areia solta,
Da água que não para a distância,
De onde brotam os grandes rios que finalmente deságuam no mar.

Ele vem sem demora, perto está!
Ouço sua aproximação.
Ele sopra forte e não vai parar.
Talvez até se torne uma brisa, ou uma maresia pueril.

Lá vem! Chegou outra vez.
Perdi-me na água sem saber nadar,
O farol apagado abriga os últimos barcos salva-vidas.
Esse desespero provocou meu fim.

Na auto-estrada, numa curva perigosa,
Vi escrito no céu como minha vida é confusa
E os olhos brilhantes de lá piscaram aprovando minha rebeldia,
E o carro foi rodando pela rua vazia.

Enquanto o barulho for intenso estará envolvendo cada pensamento,
Embalado pelo sopro gélido do vento uivante,
Guardado na caixa proibida, trancado com meus desejos insanos.
E curado pela sensação ilusória do meu bem estar.

NÃO VOU

O mundo vai acabar e eu bem sei.
Não poderei salvar e nem tentei.
Agora fecho os olhos e espero o ruir,
da terra se abrindo, e o mundo engolir.

Espaço milenar que a água nos deu,
Evaporou o sal formando um mundo meu.
E agora eu pergunto: Onde foi que errei?
Vendo o mundo perdido e a sina de sua grei.

Nunca houve esperança na tarde do sol poente,
Não houve quem pensasse em salvar a sua gente.
E por mais que eu tente claridade ir buscar,
Devo entender que agora é hora de descansar.

Na revolução intelectual eu tentei retroceder,
Violei minhas próprias regras e fiz acontecer.
Percebi que não faz sentido e é inútil descobrir,
São só vazios assombrosos na escala do existir

Só sendo…

(por Nathalia Mattos)

Não sei o que tenho feito ultimamente.
Parei para pensar na minha vida, e tentei perceber o que nela se passava.
Imaginei mil coisas e mil possibilidades para o derradeiro estado da minha existência.
Cheguei a conclusão de que o certo não parece certo, o errado parece o ideal.

Os sonhos são fantasias realizáveis e no entanto completamente impossíveis.
As perguntas só têm perguntas e parecem não ansiar respostas.
Tudo isso num turbilhão de acontecimentos que parece não chegar ao fim.

Será que esse frenetismo é pelo que ansiamos?
Será que esse estado de espera contínuo que nos colocamos, como se algo melhor fosse só um sonho, é aceitável?

Não me coloco em situações de perigo por medo de apenas ter medo.
O ser humano tem medo até mesmo de se entregar ao amor, sendo esse o nosso único escape de fé e de esperança.

O medo de errar anula as expectativas de algo maior e melhor, residindo nas ideias loucas e ilusionistas do nosso pensamento.
Amar pelo contrário é abrir um oceano de possibilidades infinitas de felicidade.

Só queremos ficar perto das coisas que achamos certas, onde as surpresas são inevitáveis mas mesmo assim contornáveis.
O sentimento de conforto e comodismo traz o desespero de uma rotina que nos faz estagnar de forma horrível e até mesmo repugnante.

Será que perdi o ego e o orgulho? Ergui pouco a cabeça perante as situações em que me envolvi?
Sinto-me a perder aos poucos a capacidade de ser quem sou.

Conclui também que o desejo de me tornar destemida e imparável cresce, mas quebrar esse ser que me domina parece ser impossível.

Sei que sei ser melhor, sei ser A melhor, o encorajamento eventualmente viria de alguma forma ou de algum lado.

E bem parece que o momento chegou, o de impressionar o mundo com a minha existência, de não me privar de dizer “Sou incrível e extraordinária”.

Com a máxima certeza hoje digo, que viver não é esperar o sonho é fazer a realidade.

A Poesia

A poesia
Me envolveu com suas asas,
Suas palavras, feitas de luz macia
A poesia
Me fez beber seu veneno
Me matou com seu beijo amargo
A poesia
Me abriu as portas de sua morada
Quando não me restava mais nada
A poesia
Entendeu minha tristeza
E enxugou minhas lágrimas
A poesia
Me leva ao desconhecido
Para além dos sonhos
Por caminhos tristes
Por ruas vazias
Por luas tão frias
A poesia está sempre comigo
Minha dor, minha paz,meu abrigo
A poesia é quase uma alegria

Bom dia

Eu sou Deus.
Hoje estarei cuidando de
todos os seus problemas.
Por favor,
lembre-se que eu não preciso de sua ajuda.

Se o demônio o colocar em
uma situação que você não possa resolver, NÃO tente resolvê-la.

Por favor, coloque-a na caixa APJF
( algo para Jesus fazer ).

Ela me será entregue no MEU tempo,
não no seu.

Uma vez colocado o problema na caixa, NÃO pense mais nele,
ou tente removê-lo.

Pensar nele ou removê-lo da caixa,
só atrasará a solução de seu problema.

Se for uma situação que
você se julga capaz de resolver,
por favor, consulte-me em oração,
para ter certeza da melhor solução.

Porque EU não durmo,
nem mesmo cochilo,
não há necessidade de você
perder o seu sono.

Descanse, meu filho.
Se você precisar falar comigo,
EU estou apenas a uma
oração de distância.

Assim como todas as boas coisas,
por favor passe adiante
ESTA MENSAGEM.

Amar é Uma Decisão

O sábio recebeu a visita de um homem
que dizia já não amar a sua esposa,
e que pensava separar-se.

O sábio ouviu…

Olhou-o nos olhos,
disse apenas uma palavra, e calou-se:

– Ame-a.

– Mas eu já disse: Não sinto nada por ela !

– Ame-a! – disse novamente o sábio.

E percebendo o desconforto do homem,
depois de um breve silêncio,
o Sábio explicou:

– Amar é uma decisão, não um sentimento;
– Amar é dedicação e entrega.
– Amar é um verbo e o fruto dessa acção é o amor.

– O amor é um exercício de jardinagem:
arranque o que faz mal,
prepare o terreno, semeie,
seja paciente,
regue e cuide.

– Esteja preparado porque haverá pragas,
secas ou excesso de chuvas
mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame o seu par, ou seja,
aceite-o,
valorize-o,
respeite-o,
dê-lhe afeto e ternura,
admire-o e compreenda-o.
Isso é tudo.

Ame!

A inteligência sem amor, faz-te perverso.
A justiça sem amor, faz-te implacável.
A diplomacia sem amor, faz-te hipócrita.
O êxito sem amor, faz-te arrogante.
A riqueza sem amor, faz-te avaro.
A docilidade sem amor faz-te servil.
A pobreza sem amor, faz-te orgulhoso.
A beleza sem amor, faz-te ridículo.
A autoridade sem amor, faz-te tirano.
O trabalho sem amor, faz-te escravo.
A simplicidade sem amor, deprecia-te.
A oração sem amor, faz-te introvertido.
A lei sem amor, escraviza-te.
A política sem amor, deixa-te egoísta.
A fé sem amor deixa-te fanático.
A cruz sem amor converte-se em tortura.
A vida sem amor… não tem sentido.