VERDADEIRA ALEGRIA

Caro poeta, por favor,
Faz outra canção de amor,
Falando do meu sofrer.

Daquela mulher que um dia,
Pra viver de boemia,
Abandonou nosso lar.

Preferiu viver ao léu,
Perambulando num bordel,
Passando de mão em mão.

Tanta festa e orgia,
Uma falsa alegria.
Outra grande ilusão!

Era jovem, tão bonita,
Mas vergonhosa sua vida,
Por que perdeu a moral.

E o tempo foi passando,
A idade aumentando;
Tudo desmoronou.

Quis voltar a ser casada,
Mas a fama que ostentava,
Esta vontade frustrou!

Cadê festa, a orgia?
Daquela falsa alegria,
Só lembrança lhe restou.

Caro poeta, por favor,
Nesta canção de amor
Que irás me escrever…

Diga que muito chorei,
Quase me desesperei,
Mas essa dor já passou.

Durante um tempo fiquei mal,
Mas alguém fenomenal
Em minha vida entrou.

Hoje vivo em harmonia.
Verdadeira alegria!
Com o peito em carnaval.

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