Mentes estranhas

Assim, sob a luz cinza…
E com o vento cortante do inverno,
Trás a vida, quem nem ao menos existia.
Corações gelados ignoram,
Mentes frias fingem não ver…
Entre uma esquina e uma marquise,
Uma calçada esburacada, um buraco de vida,
É quase gente, quase enfeite da cidade.
Indigente que é incomodo,
Para aqueles que não conseguem perceber…
Que a fome e o frio, não são de cultura.
E lagrimas não matam a sede,
De vida, de amor, de sentir-se humano.
Mentes estranhas, mentem…
Que correm atrás de sonhos,
Para se esconder.
Enquanto alguns
Fingem existir…
Para sobreviver.

MEU PRESENTE

Dia dos Pais é um dia especial na vida de todos nós. Dia de dar e receber presentes, beijos, abraços e expressões de afeto.
Lembro-me, perfeitamente, do último presente dado ao meu pai. Naquele 09 de agosto de 2003, com meu pai em estado terminal, perguntei a mim mesmo: Que presente darei ao meu velho? Um pijama, uma sandália?
Não tinha opções. Meu pai já não podia mais levantar da cama, Confesso que fiquei angustiada com a situação. Com o coração pesado, me dirigi a ele sem nenhum embrulho nas mãos. Sabia que aquele era o último Dia dos Pais que passaria com ele. Entrei no quarto, um tanto quanto triste, e vi aquele semblante já bastante abatido, cansado pelas lutas da vida…
Mas logo pude perceber qual poderia ser o meu último presente. Sua barba, ainda por fazer, era uma oportunidade perfeita para expressar o meu afeto naquele dia especial. Com carinho, comecei a fazer-lhe a barba. Cada ato era um presente que lhe oferecia. Eu já estava acostumada com aquilo, mas aquele dia foi diferente. Depois de terminado, passei a loção, enxuguei o seu rosto e beijei sua face, e falei que no dia seguinte, era o Dia dos Pais. As 18h20min. meu pai veio a falecer.

Passado um ano, aquele gesto me faz pensar que foi o presente mais significativo que dei ao meu pai. Nunca me esquecerei daquela tarde, naquele quarto do apartamento. O meu último presente não teve um embrulho especial, não foi comprado em um shopping, não paguei nada por ele. Aquele foi um presente do coração, da alma.
Sue Soutelino-09/08/04

9/08/04

Tempo de sentir

Por muito tempo
A falta de tempo,
É desculpa!
Pois, se arruma tempo…
Para o lamento,
Para o sofrimento,
E para viver se escondendo.
Como pode ser…
Só não usar o tempo
Para sorrir e viver?
Entre um momento e outro
Morre-se aos poucos,
O que carregamos dentro do relógio,
E deixamos escapar com o vento.
Em ventos de mudanças…
Viver, seria o tempo que poderíamos sentir.

Mordaças

A palavra,
É uma expressão da vida.
O silencio,
É uma expressão da morte.
A palavra que é pensada,
E não é dita…
Já nasce morta.
A palavra dita sem pensar,
Afoga-se…
Pois não significa nada.
Da mesma forma,
Que os pulmões, necessitam do ar,
A boca, também necessita de mordaça…
E em algum outro momento,
A oportunidade da fala.

Medo de te perder

Tenho medo
Medo de outravez vc escapar por entre meus dedos e eu nao poder faser nada como da outra vez
Sera que devo mais uma vez dizer te amo?
Tenho medo talvez ache que isso e um medo bobo mais ja te perdi uma vez pir dizer te amo
Hj talves vc aja diferente ao ouvir eu te amo hj vc ta mais maduro pode ser que nao se assuste tanto com essa frase pode ser mais meu medo ou covardia ou pelo simples fato de nao querer te perder nao deixa eu te dizer
Recolherei pra mim esse tao lindo sentimento simplismente por medo de te perder e agora pra sempre