O Menino:

Na porta de um mansão
um menino mendigava
estendia sua mão
por Deus ele implorava.

tenho fome tenho frio
tenha de mim piedade
vivo no mundo sozinho
sou filho da orfandade.

Naquele bairro granfino
sem distino caminhava
aquele pobre menino
pra ele ninguém olhava.

com seu corpinho sofrido
pelo frio torturado
no mundo desprotegido
vivia abandonado.

Suplicava num lamento
não quero morrer assim
é grande meu sofrimento
por Deus tenha dó de mim.

Sua voz enfraquecida
ninguém pôde escutar
sua fome sua sede
ninguém pôde saciar.

Naquele bairro elegante,
riquezas pra todo lado
outro mendigo errante
por ali tinha passado.

com seu andar vacilante
passos lentos já cansados
modificou seu semblante
vendo aquele infortunado.

Tirou de um velho embornal
um pedaço de pão
e num gesto fraternal
estendeu a sua mão.

Isto é tudo que eu tenho
mas te dou de coração
dou-te minha companhia
também minha proteção.

O menino compreendeu
que aquele bom velhinho
foi mandado ali por Deus
pra ser luz do seu caminho.

Dali saíram andando
lentamente sem destino
para traz ia ficando
aquele bairro granfino.

Com toda sua grandeza
palacete e mansão
muito luxo e riqueza
e gente sem coração.

Copreendeu a realidade
com toda sua nudez
onde mora a fortuna
infortunado não tem vez.

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