o bicho da goiaba

Um mundo de delicia e nele me encontro submerso
E agradeço a minha mãe azul que aqui me colocou
Em toda minha volta descortina-se o meu universo
Perfumado e saboroso em banquete se transformou.

Como posso descrever com as palavras o que sinto
Tudo em minha volta é um doce convite ao deguste
Polpas saborosas alimentam o meu refinado instinto
Onde somente vislumbro realidade nada de embuste.

Não me preocupo com a elegância e com a estética
A minha natureza é deliciar e extravasar ao extremo
Não me preocupo com a boa forma esbelta e atlética
Nada me seduz tanto a não ser este prazer supremo.

Em lambuzar-me na essência de uma fruta madura
Que me oferece de bandeja a querida mãe natureza
Satisfazendo o meu desejo com seu amor e ternura
Por mais insignificante que um bicho de goiaba seja.

Um bicho que vive nos labirintos de uma doce fruta
Degustando com muito prazer o banquete de delicias
Cavando com prazer as profundas adocicadas grutas
De outros mundos não me interessa nenhuma notícia.

Sou um bicho feliz e me alimento somente de goiaba
Enquanto dure este banquete nela bem feliz eu viverei
Mas como em nossa vida tudo termina e um dia acaba
No final desse meu banquete para onde vou eu não sei.

Talvez eu vá parar no papo de uma ave bem faminta
Talvez eu vá ficar zanzando por ai pelo velho mundo
O que é bem provável é que a minha vida seja extinta
Por isso pretendo aproveitar até o meu ultimo segundo.

Saboreando esta delícia que a goiaba doce me oferece
Ou até quando a última polpa desta fruta madura existir
Sei que para mim um novo amanhã não mais amanhece
E morrerei bem feliz se neste momento eu me explodir.

nossa mãe natureza

A natureza tem nos lábios palavras e sorrisos
A natureza tem no olhar os tesouros do amor
Ela traz em sua alma os sentimentos afetivos
E a sua sensibilidade no perfume de uma flor.

Suas fontes jorrando suavidade pela atmosfera
Doando a fauna e a flora sua paz e o seu frescor
Seu sorriso se alarga quando chega à primavera
Extravasando beleza palas portas largas do amor.

A natureza embala toda terra e alcança as alturas
Refletindo na face radiante toda sua transparência
Estendendo a mão amorosa as indefesas criaturas
Dando a cada ser oportunidade da sobrevivência.

A natureza se expressa de forma suave e agressiva
Submisso ás leis soberanas que regem a harmonia
Beija a pétala de uma flor com uma ternura festiva
Aquece o ninho das avezinhas com sua doce magia.

Ela manifesta explosiva no ventre ardente da terra
Expelindo impurezas pela boca vermelha do vulcão
Aliviando dos elementos rubros que no seio encerra
Com objetivo de manter o equilíbrio e a preservação.

A natureza é divina coordenada pelas leis soberanas
Balança que não aceita interferências desrespeitosas
E dela depende a vida do planeta e da raça humana
A natureza representa para nós a nossa mãe amorosa.

No mundo da Lua

Me sinto como um urso velho
Estou confuso, perdido na estação
Acordo alegre e radiante no inverno
Para abraçar o sono no verão.

Agora entendeste, eu espero
Tamanha é a minha confusão
Queria eu ser mais esperto
Para achar nisso tudo a razão.

Há quem diga que sou louco
Eu aceito isso aos poucos
Mas na sua loucura, não me inclua.

Sou um homem como poucos
Fujo do Sol, não sou um tolo.
Acontece que eu pertenço a Lua.

a nossa mãe natureza

A natureza tem nos lábios palavras e sorrisos
A natureza tem no olhar os tesouros do amor
Ela traz em sua alma os sentimentos afetivos
E a sua sensibilidade no perfume de uma flor.

Suas fontes jorrando suavidade pela atmosfera
Doando a fauna e a flora sua paz e o seu frescor
Seu sorriso se alarga quando chega à primavera
Extravasando beleza palas portas largas do amor.

A natureza embala toda terra e alcança as alturas
Refletindo na face radiante toda sua transparência
Estendendo a mão amorosa as indefesas criaturas
Dando a cada ser oportunidade da sobrevivência.

A natureza se expressa de forma suave e agressiva
Submisso ás leis soberanas que regem a harmonia
Beija a pétala de uma flor com uma ternura festiva
Aquece o ninho das avezinhas com sua doce magia.

Ela manifesta explosiva no ventre ardente da terra
Expelindo impurezas pela boca vermelha do vulcão
Aliviando dos elementos rubros que no seio encerra
Com objetivo de manter o equilíbrio e a preservação.

A natureza é divina coordenada pelas leis soberanas
Balança que não aceita interferências desrespeitosas
E dela depende a vida do planeta e da raça humana
A natureza representa para nós a nossa mãe amorosa.

"Arrrte"

Com um lápis em papel macio
Do nada veres a arte surgir
A delicadeza que coloca em teus fios
Comprovam o teu talento a fluir.

Talvez você diga que não
Vai negar sempre sem expressão
Mas olha em teus desenhos em cada feição
Da para ver que desenhas com o coração

Uma arte bela, inegável
Tamanho talento que não me enquadro
Mas com sua habilidade, juro, é inevitável
Pensar na sua arte em um quadro.

Parabéns pelo seu dom
Sei que deu trabalho a todo momento
Acertas no lápis em cada tom
É nítido que tens muito talento.

Autores: Alan e Emilly.

DIAS DE CHUVA

O sol já retornou à região aquecida
Pela temperatura causticante
Que aquece nossas mentes
E que derrete toda semente.
Já há uma semana atrás, bons dias de chuvas,
Um refresco para a terra
Tórrida e ressequida do sertão.
As vertentes, rios e nascentes
Ficaram vertendo suas águas
Nos campos empoeirados
Do meu torrão natal,
Que cheguei até a plantar
Milho e feijão no meu quintal.

(EDILSON LEÃO& DIRCEU TEIXEIRA)

PERALTA DO SERTÃO

Quanta saudade da siriema madrugadeira
Do seu canto estridente ao amanhecer.
Sempre saltitando sobre a planície
Petiscando as lavras
No período da metamorfose.
Com sua plumagem camuflada
Desvisualizando o predador.
De origem da América
Dona de uma velocidade estonteante.
Me recuo no tempo,
Vou lembrando da infância
Mas o que me resta é a distância.

(DIRCEU TEIXEIRA & EDILSON LEÃO)

A VOZ DA NATUREZA

Eu sou a natureza não podem me
maltratar sou eu que lhes garanto o direito de respirar mas em tua ignorância põe fogo na plantação
Poluindo o ar que respira e contaminando o pulmão, foi Deus que fez a terra e tudo que nela existe criou a própria natureza com rios e correnteza, Fez o sol, a lua, e o mar. E em nome do progresso tu desmata as florestas assoreando os rios deixando um grande vazio, uma lacuna a quem merece.

Autor; Joaquim Gomes Alves