LEVANTA-TE

Minha história breve, minha história séria.
Estão caindo às letras, e estamos pisoteando seus frascos.
Quisera eu poder tornar-me rei,
Mas perdi os domínios, os mansos, e tornei-me um vilão sem lei.

Se Freud sempre explicou, ele nunca quis dizer!
Onde está o controle desse homenzinho,
que dentro de outro homem brinca de ser feliz?
As veias se abriram para que o sangue pudesse correr,
E correndo ele pode ganhar o mundo.

Quando todos apostavam numa parada,
apenas se estabeleceu a estrada da qual a morte me livrou.
A plena virtude dos mortos,
é que não encontrarão outra vez o fim de suas vidas.

A morte está batendo, mas eu já saí,
e quando eu chegar ela já terá ido embora.
Não sei para quando o encontro está marcado.Nem precisaria disso.
Viver é estampar cada dia uma alegria num peito cansado.

Talvez até respirar seja ruim, a hiperestesia me contorna o espírito
e faz saltar os nervos adormecidos.
O ar me falta, e me deparo com a busca incessante
por um desejo de encher os pulmões outra vez.
Mas não quero oxigênio!
Basta-me uma busca para a plenitude da alma.
Que devaneio infantil!
Rimas perdidas, canções vencidas, na forma de amor juvenil.
E se tudo fosse perdido, e se a boca fosse escondida,
talvez me fizesse um favor.
Não busquei encontrar,
apenas achei o que será impossível esquecer
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