TROVADOR DE ESTRELAS

A música é minha companheira,
Quando avanço na pegada do asfalto a noite inteira,
Posso estar certo no andar,
Mas não em correr dessa maneira.

Quando penso em notas, elas se abrem pra mim.
Mas como estar presente quando soar o clarim?
Não vou perceber, nem ao menos notar,
Que o som é ensurdecedor e eu quero cantar.

Uma canção que fale de amor, e de como me sinto só.
Não sei qual escala seguir!
Não vejo o sol que estava lá.
Procuro uma porta para sair,
Mas não quero que tenham dó.

Se fosse fácil, talvez não seria certo.
Se fosse humano seria talvez desonesto.
E a sinceridade ficou perdida numa partitura medieval.
E a vergonha escondida num samba de carnaval.

Vou gritar para dizer que não me sinto bem.
Que o quarto está escuro e a luz não quer acender.
Vou dizer o quando eu quero, apenas meu bem querer.
E se a música não me ressuscitar, vou me calar no além.
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A PIRÂMIDE DA ESTUPIDEZ

Eu vou me casar, mas não quero ter filhos doentes,
Eu sei esperar, pra dar comida aos meus descendentes,
Bomba nuclear pra levar daqui nossos adolescentes,
Que esperam por um novo dia para brincar.

Comemorar a ignorância que aperta o gatilho sem clemência
Destruindo toda a resistência, daqueles que querem paz.
Não importa que eu acorde sem destino,
Não me resta mais nada de menino.
As meninas não brincam de soldados, mas os soldados brincam de meninas.

Na ignorância de esperar,
O momento de atacar,
Com a fumaça que anuncia uma ataque nuclear.

O senhor nos chamou!
Chamou os nossos pequenos.
E assim os criou!
Comendo desse veneno.
O Sonho acabou!
Quando eu vi cair o primeiro soldado tombado pela violência,
Como um robô em abstinência, precisando de óleo para rodar.

Ordens de quem eu vou seguir para fugir daqui?
Só pode ser do terno aconchegado bem ali.
Que não faz porra nenhuma para mudar.
A ilusão de ver homens voltando para seu lar!
IRA QUE EU Acho irá lhe matar.
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EXPIRAR

Lá vem o vento uivante dos gélidos vales sagrados,
Das ondas quebradas em qualquer rochedo,
Onde sopra constantemente uma brisa fugaz.

Vem trazendo as cinzas do presente,
Que no passado foram fogo,
Ferido a ferro, resistindo forte aos berros,
Mas apagado pelo vento que o matou.

Passou forte e durou pouco, mas as casas caíram
E a chuva inundou meus lábios, e molhou minha mão.

Lá em o vem o vento quente da areia solta,
Da água que não para a distância,
De onde brotam os grandes rios que finalmente deságuam no mar.

Ele vem sem demora, perto está!
Ouço sua aproximação.
Ele sopra forte e não vai parar.
Talvez até se torne uma brisa, ou uma maresia pueril.

Lá vem! Chegou outra vez.
Perdi-me na água sem saber nadar,
O farol apagado abriga os últimos barcos salva-vidas.
Esse desespero provocou meu fim.

Na auto-estrada, numa curva perigosa,
Vi escrito no céu como minha vida é confusa
E os olhos brilhantes de lá piscaram aprovando minha rebeldia,
E o carro foi rodando pela rua vazia.

Enquanto o barulho for intenso estará envolvendo cada pensamento,
Embalado pelo sopro gélido do vento uivante,
Guardado na caixa proibida, trancado com meus desejos insanos.
E curado pela sensação ilusória do meu bem estar.

NÃO VOU

O mundo vai acabar e eu bem sei.
Não poderei salvar e nem tentei.
Agora fecho os olhos e espero o ruir,
da terra se abrindo, e o mundo engolir.

Espaço milenar que a água nos deu,
Evaporou o sal formando um mundo meu.
E agora eu pergunto: Onde foi que errei?
Vendo o mundo perdido e a sina de sua grei.

Nunca houve esperança na tarde do sol poente,
Não houve quem pensasse em salvar a sua gente.
E por mais que eu tente claridade ir buscar,
Devo entender que agora é hora de descansar.

Na revolução intelectual eu tentei retroceder,
Violei minhas próprias regras e fiz acontecer.
Percebi que não faz sentido e é inútil descobrir,
São só vazios assombrosos na escala do existir

Só sendo…

(por Nathalia Mattos)

Não sei o que tenho feito ultimamente.
Parei para pensar na minha vida, e tentei perceber o que nela se passava.
Imaginei mil coisas e mil possibilidades para o derradeiro estado da minha existência.
Cheguei a conclusão de que o certo não parece certo, o errado parece o ideal.

Os sonhos são fantasias realizáveis e no entanto completamente impossíveis.
As perguntas só têm perguntas e parecem não ansiar respostas.
Tudo isso num turbilhão de acontecimentos que parece não chegar ao fim.

Será que esse frenetismo é pelo que ansiamos?
Será que esse estado de espera contínuo que nos colocamos, como se algo melhor fosse só um sonho, é aceitável?

Não me coloco em situações de perigo por medo de apenas ter medo.
O ser humano tem medo até mesmo de se entregar ao amor, sendo esse o nosso único escape de fé e de esperança.

O medo de errar anula as expectativas de algo maior e melhor, residindo nas ideias loucas e ilusionistas do nosso pensamento.
Amar pelo contrário é abrir um oceano de possibilidades infinitas de felicidade.

Só queremos ficar perto das coisas que achamos certas, onde as surpresas são inevitáveis mas mesmo assim contornáveis.
O sentimento de conforto e comodismo traz o desespero de uma rotina que nos faz estagnar de forma horrível e até mesmo repugnante.

Será que perdi o ego e o orgulho? Ergui pouco a cabeça perante as situações em que me envolvi?
Sinto-me a perder aos poucos a capacidade de ser quem sou.

Conclui também que o desejo de me tornar destemida e imparável cresce, mas quebrar esse ser que me domina parece ser impossível.

Sei que sei ser melhor, sei ser A melhor, o encorajamento eventualmente viria de alguma forma ou de algum lado.

E bem parece que o momento chegou, o de impressionar o mundo com a minha existência, de não me privar de dizer “Sou incrível e extraordinária”.

Com a máxima certeza hoje digo, que viver não é esperar o sonho é fazer a realidade.

A Poesia

A poesia
Me envolveu com suas asas,
Suas palavras, feitas de luz macia
A poesia
Me fez beber seu veneno
Me matou com seu beijo amargo
A poesia
Me abriu as portas de sua morada
Quando não me restava mais nada
A poesia
Entendeu minha tristeza
E enxugou minhas lágrimas
A poesia
Me leva ao desconhecido
Para além dos sonhos
Por caminhos tristes
Por ruas vazias
Por luas tão frias
A poesia está sempre comigo
Minha dor, minha paz,meu abrigo
A poesia é quase uma alegria

Sementes de Reflexão

Quando parecia que nada iria acontecer,
uma novidade aparece.
E o mundo se transforma.
Este é o momento propício
para você aprender que sempre
é possível ir além do que pensaria poder.
Saber recomeçar na vida
é tão importante como saber viver.
Não desanime!
Se você transportar um punhado
de terra todos os dias,
logo terás uma montanha.
Não desanime se errou,
erga-se e recomece,
talvez chegue ao fim da luta cheio de cicatrizes,
mas estas se transformarão em luzes.
Seja corajoso.
Reaja com firmeza porque
o auxílio lhe chegará na hora oportuna.
Você nunca será um velho enquanto tiver um ideal.
A rotina cansa e corrói a alma,
desalenta e carcome o entusiasmo.
Renove cada manhã seu armazenamento
de alegria de viver.
Preste atenção ao que está fazendo;
o ontem já lhe fugiu das mãos,
o amanhã não chegou.
Você já parou para pensar quanto tempo a gente
perde por não ter tempo de pensar ?
Não perca tempo em olhar para trás
para ver o que já fez.
Olhe para frente e caminhe confiante e
alegre e veja que tem muito por fazer.