Por amor

A coroa de espinho seu crânio profundamente penetrou.
Chicote de três cabeças…
Revelando um mundo obscuro de muitas facetas
Incitando a lança aguda, que impiedosamente seu lado esquerdo transpassou.

Em seu rosto as marcas expressivas das bofetadas.
Manto escarlata da humilhação,
Palavras plangentes de maldição
Deidade desprezada.

Num projeto cruento.
Longe de suas atribuições…
E de suas emoções.

Lá se foi firme á sua instigante missão:
Na via agonizante dos cravos profundos,
Dos filhos ensandecidos da devassidão.

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