MEMÓRIA ATUAL (Prosa Poética)

Quando pensei que cavalgava, encontrei-me na estrada, decaído, machucado, dolorido… E ao abrir os olhos, apenas vi o manga-larga em pleno trote, se distanciando pouco a pouco. Acordei na urgência, entorpecido, e vi que tinham substituído o relógio em meu peito. De que adiantou tudo isto? Não substituíram o principal: o que armazena as lembranças. A minha memória atual! A dor, companheira de quem ama, continuava em mim.

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