É Natal

Data em que os anjos vêm nos guardar
Com suas asas tão acolhedoras a nos carregar
Num mundo repleto de amor, conosco a voar
Sem medo ou receio algum de sonhar

Oh, noite tão mágica, vamos juntos cantar
Simbolizando o amor, as mãos vamos nos dar
E que os céus mandem bênçãos, como gotas no ar
Nesta noite tão mágica, vamos juntos orar

Uma criança na manjedoura iremos admirar
E ela, com seus olhos brilhantes, há de nos fitar
Com sua ternura e bondade será capaz de nos ensinar
Que o mundo é um templo ao qual devemos abençoar

As estrelas, tão belas, no céu a brilhar
Em contraste com a divina luz do luar
Fazem-se presentes também nos corações, a brindar
Um tempo maravilhoso, é preciso saudar!

Nesta noite de Natal, vamos todos celebrar,
Alegres por ter Jesus ao nosso lado, a caminhar
Que a paz esteja sempre conosco, a nos confortar
E que os humanos aprendam… aprendam o que é amar.

Pedido de Natal

Olhe lá, você está vendo?
Ora, ora, se não é o bom velhinho!
Pelo jeito vem sozinho,
Mas parece tão contente
Que vem cantarolando sem parar
Ao que vejo traz presentes
Oh, Papai Noel, não esqueça a gente
Também queremos com você brincar!

Sempre soube que era bonzinho,
Mas, e se eu lhe pedisse a mais bela estrela,
Você poderia me dar?
Se eu lhe confiasse um segredo,
O mais profundo – e tão sem medo,
Você juraria não contar?
E se eu lhe exigisse um pouco de carinho
Em troca de algum brinquedo,
Você acha que esse nosso segredo
Poderia se espalhar?

Eis aqui a minha dúvida,
O enigma mais oculto
Que agora vou lhe contar
Você pode dar presentes,
Fazer felizes as crianças,
Trazer de volta a esperança
Que um dia deixamos voar
Porém eu tenho apenas um pedido,
E, por favor, não vá ficar aborrecido
Só quero saber se você pode me ajudar:

Papai Noel, pode você ensinar os humanos a amar?

O tal …

É natal o tal dia do ano, em que se comete muitos sim muitos engano.

É natal pra mim e ra você, talvez até pra quem não tenha o que comer.

Mais de todos os mitos e crenças, destaca-se "claro", a nossa indiferença.

Daquilo que regamos, daquilo que queremos, daquilo que aceitamos.

É natal, ei ou vamos acorde!!
Ficar aqui; lendo, não te torna mais nobre…

Poema de Natal

Dizem que altos anjos
Da Divina hierarquia,
Na verdade, casulos de luz
-Pura energia criadora
Desceram de outras dimensões
Para apreciar um nascimento
Muitíssimo essencial…
Dizem que flocos de neve
Caíram das alturas
Cada um mais especial
Com formas que jamais se repetiram…
Dizem que o ar ficou de tal maneira
Perfumado de rosas e jasmin
e embriagou os passarinhos
-Que mais docemente cantaram
E girandolando voejaram
Saindo a anunciar
O evento anunciado
Que acabara de acontecer…
Dizem que uma alegria intensa
Se apossou dos pastorinhos,
-Pensaram então fazer parte
Da corte de um certo rei
E se sentiram comovidos,
Não de ouro e prata vestidos
Mas vestidos de Alegria
E canções de ninar entoaram
Louvando a chegada do Menino…

E é por isso que até agora
Quando chega o Natal
Também vestimos a alma
De cores especiais
E a nossa voz se eleva
Para acima de qualquer treva
E desejamos a todos
Votos de tantas coisas
Boas de acontecer…

Quem disse?Quem contou
Essa história às pessoas aqui da Terra?
Ora, os bardos, com a Poesia
Dos que precisam de Luz

Dos que necessitam de esperança
E querem levar alegrias
Pelo menos uma vez ao Ano
Para que os homens não desistam
De renovar seus sonhos
E de aproximar os que sonham…

…E agora,plenificada
de Amor, quem vos reconta,
sou eu:no colar dos contadores
mais uma conta que conta
mais uma ponta que canta…

Os três meninos: conto de Natal.

Chegava o Natal.
Aqueles três meninos observavam a correria daquela gente.
O relógio da torre marcava 8 horas da noite, muitas lojas cerravam as portas.
Um vento frio fazia tremer o corpo e doíam os ossos. Recostavam-se uns aos outros na espera do pai que tentava (em vão) comprar algo para a ceia.

Tempos ruins aqueles, haviam sido despejados e agora dormiam em um trailer abandonado, com pouca lenha para aquecer nas longas noites de inverno que se anunciavam.

Um dos meninos, que se chamava Juan, olhava para a algazarra de um garoto típico da cidade, escolhendo os presentes mais caros e bonitos que jamais vira, deixava-se levar pelo pensamento, sonhando também tocar aquele presente, momentaneamente parecia-lhe viver aquela cena.

Um de seus irmãos, Rodrigo, parecia ter o olhar perdido na multidão, nada dizia ou gesticulava, contemplava em silêncio uma noite que nada prometia de diferente de outras tantas vividas.

O terceiro e mais velho dos irmãos, Jose, preocupava-se em observar o pai, que em longa confabulação, tentava convencer o dono do armazém a lhe vender algo fiado. Em desespero, o pai mostrava os filhos no frio, ao relento, como última cartada para obter algo para levar para casa.

Nada feito. O pai sai cabisbaixo do armazém, mal podia divisar os olhares de seus filhos, não cabia em si de abatimento e revolta. Quando subitamente, ao atravessar a rua, vê uma criança desprender-se das mãos de sua mãe e postar-se indefesa em frente a um bonde em velocidade.

Trêmula, o medo a impedia de movimentar-se. O pai dos meninos pobres se lança como uma flecha e consegue tirar a menina da frente do bonde, mas o destino cruel lhe reservou uma peça, uma de suas pernas ficou presa nas rodas da composição.

Os meninos correram ao pai e todos os passageiros do bonde e os passantes em solidariedade àquele corajoso homem conseguiram libertá-lo das ferragens do bonde e levaram-no a um hospital.

A criança salva por ironia do destino era nada mais nada menos que a neta do dono do armazém.

Aquele gesto generoso expondo a própria vida, estava prestes a custar à perda da perna do pobre senhor.

Então, eis que subitamente, surge uma senhora de alvos cabelos e tez macia e se oferece para prestar ajuda ao pobre pai.

Durante 7 dias cuidou dos ferimentos, da ameaça de gangrena e o pai já começava a mexer os dedos dos pés, quando ao acordar na véspera do novo ano, ao chamar por tão especial senhora, apenas ouviu de seu filho mais velho:

"Pai, quem cuidou de você foi Nossa Senhora. Ela já se foi pois você está melhor. Quem a chamou foi a menina que você salvou. Ela me disse em sonho para você orar, não entrar em desespero, pois na vida temos provações que são desafios para que mostremos o quanto somos determinados para enfrentá-los com serenidade, fé e determinação."

Ao sair do Hospital, todas as luzes se apagaram e toda a gente da cidade viu um asteróide riscar o céu em belíssima luminosidade.

Enquanto caminhava, todas as pessoas acorriam para ajudá-lo, ofereciam suas casas para a ceia daquela pobre família e brinquedos e roupas para seus filhos.

Um milagre havia acontecido naquela cidade. Um milagre no espírito do Natal.

A generosidade e a solidariedade andam juntas, e aquele pobre senhor bem poderia ser Jesus Cristo e as crianças famintas, os jovens pastores em sua cabana.

Um conto de natal, um conto de solidariedade, homenajeando Charles Dickens. por AjAraújo, em 14/12/2003

N A T A L

Nas ruas nos bares e mercados,
Natal sucesso, festa, alegria,
Comércio vil, falsário, indesejoso,
Tu vives um Natal de fantasia.

Natal é lembrar como exemplo,
As mãos calejadas de José,
O semblante sereno e compassivo,
Da mais bela mulher de Nazaré.

Natal é o sorriso da criança,
Está na dor do menor abandonado,
Está na fé, na paz e esperança,
Está no Cristo o cordeiro imolado.

Natal está na tua consciência,
Nos atos e ações de tua vida,
Está no canto dos pássaros que gorjeiam,
E no caminho da terra prometida.

Natal está em toda natureza,
No céu, na terra, nos rios e nos mares,
Natal está no grito de protesto
Contra a guerra e as armas nucleares.

No cárcere, a lágrima da dor,
Um moribundo no leito do hospital,
Vai, estende tua mão e viverás,
A verdadeira alegria do Natal.

Quantos irmãos destruídos pela guerra,
A fome na Etiópia vai matando,
Repicam os sinos, tocam-se tambores,
E o canto do Natal vai protestando.