PÁ DE OTÁRIO (Edmundo de Souza)

Na hora da dura,
Todo mundo vira santo.
Na hora da dura,
Todo mundo vira santo;
Só que tem uma “pá de otário”
Que vacila toda vez,
Que chega a represaria,
Imagine vocês!

Aí o “coro come”, malandragem,
Aí o “coro come”
E eles abrem o bico
E pra variar, neguinho some.
– Leva chá de sumiço!

Não adianta um otário
Querer dá uma de arrochado,
Pois se ele não for seguro
Termina dentro de um buraco.
– Vai pra vala!

E quando tá nas grades,
Ainda serve de mulher.
Lava a roupa da rapaziada,
Leva porrada e nome de Mané.

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