Tempestade em mente humana

Toda tristeza do mundo parece se centralizar no meu peito,
Pesa uma nuvem carregada de chuva,
As vezes derrama garoa, as vezes derrama um torrencial.
É tempestade em copo d’água, em mente humana,
As vezes montanha russa, as vezes carrossel.
Fragmentado em mil pedaços,
Cada qual perdido em si,
É labirinto sem saída, a tristeza não vai sair.
Faz de mim sua moradia,
Tenta me assassinar com as minhas próprias mãos,
Suicídio bate em minha porta, e com dor eu digo “não”.
Ser forte todo dia cansa,
As nuvens derramam, é lama total,
Se eu ainda fosse criança brincaria no quintal.
O tempo é vilão e também o mocinho,
Gera confusão, se erra o caminho,
Mas ainda estou aqui,
Refém dos pensamentos, sem saber o que seguir,
Não vou a lugar nenhum,
Só em todos os lugares que minha mente pode ir.

(Deivi Costa)

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