Porquê

Porquê
Porque me obrigas-te a sorrir
quando me querias ver a cair
de um penhasco gelado
com pregos na superfície

Porque me obrigas-te a caminhar
sobre as nuvens brancas
se me querias ver a desabar
como um monte de neve no verão

Porque me obrigas-te a ver
o céu, as estrelas, o universo
quando me querias cegar
com um raio a cintilar

Porque me obrigas-te a viver
porque obrigas-te o meu coração a bater
quando me querias ver congelada
com um olhar fixo para a beira da estrada

(Bárbara Valpaços)

Um comentário em “Porquê”

  1. Ola Barbara! Sou Alexandre prazer em te conhecer. Seu poema e incrivel nunca pare de escrever! Se parou continue! Seu dom e raro e pode ajudar muitas pessoas.

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