Do ocaso ao alvor

Vejo-me triste
Na dor que existe
Desde outrora
O meu desalento
É um longo lamento
Que o peito devora

Se o tempo é perdido
Perdi por ter sido
Somente o que pude
O meu triste drama
Ao fundo da lama
Levou-me amiúde

O mundo me acusa
À vida confusa,
Vazia e absorta
A mágoa me invade
E a felicidade
Há muito jaz morta

Só sinto abandono
De inverno a outono
Do ocaso ao alvor
O que me perdura:
Sofrer, desventura
E lembranças de amor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *