Nada

Nada!
Mas é um nada tão especial,
é um nada atrevido,
insinuante, sensual.

Um nada que flutua,
palpável e inconfundível,
e me ajuda
a empurrar meus dias vazios,
e te ajuda também
a preencher teu espaço incompleto.

É um nada
que se mostra de repente
e se esconde por longo tempo.

É um nada
que só a gente conhece,
só a gente sente,
só a gente partilha.

É um nada
feito de meias palavras
e de silêncios longos.

Um nada
repleto de conhecimentos
e renúncias.

Tu me sabes,
me entendes,
e não me censuras.

Sou a mesma,
tu também o és.

E é gostoso saber
deste nada entre nós.

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