Asas

É só um sorriso
Talvez um olhar
Tentando esconder a curiosidade
Cada um tentando se evitar

Não foi de propósito
e sim uma mera coincidência
nossos olhares se encontraram
e assim como da primeira vez
Borboletas me tomaram a conciencia

Como um tolo, permiti que voassem
Sabendo que não era certo
Permiti que me controlase
Agora me encontro nesta situação

Borboletas não conhecem cercas
Seguem o curso do vento
voam para aonde desejam
tentando curtir o momento

Estão indo onde as ondas quebram
Talvez buscando as marinas, onde meu barco está
Com as velas recolhidas
Em águas tranquilas, sem muito se agitar.

Eu sei que irão voar para longe dos meus pensamentos
para que eu consiga navegar em paz
Cuidar das minhas pedras de Jade
E deixar o que senti para trás.

Ao avistar minha ilha, vou me dedicar a ela
A qual, eu sei, estará esperando por mim
E que assim, minhas borboletas sempre estejam voando
Em um campo de Jasmin.

(Klaus Anonimo)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *