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REFLETINDO COM A HISTÓRIA

Data Postagem 04/07/2010, Autoria: José Roberto Perez Monteiro

TEMA: se o Homem não fizesse tanta besteira à natureza, poderia dela viver e com ela aprender, pois para isso foi criada; dar ao Homem alimento e morada...
ESTÓRIA: Dois jovens pastores de cabras do século V a/C, solteiros e de pais idosos, resolveram sair de seu pequeno vilarejo e ir para a cidade grande, a capital (eles não eram irmãos). Partiram em uma manhã, só que um deles desinbestou a andar rápido para logo chegar, o outro não. Ele ia olhando o nascer do sol, as aves a gorjear, os animais a se despreguiçar para um novo dia, as plantas nascendo outras morrendo; tudo isso ele observava e se deslumbrava, ficava maravilhado, então sentava e se deitava preguiçosamente deixando o tempo passar. Enquanto isso o outro já havia andado uns 50Kms; nada observando, nada saboreando, ele só corria descansava só para beber um pouco d’água e comer algo e logo se punha em busca de seu destino. Resumindo, o primeiro chegou na cidade após um mês e logo arranjou emprego de ajudante de ferreiro; não procurou coisa melhor pegou o primeiro que apareceu, e só havia descansado por dois dias os quais passou dormindo direto. O outro, observador, dormia a tarde após a farta ceia, pois com os animais se fez um ótimo caçador, subindo em árvores com facilidade, afinal com suas observações do modo dos animais e com um pouco de imaginação, não foi difícil adaptar o modo e aplicar. Além disso, com a flora aprendeu quais plantas armazenavam água, conheceu plantas com propriedades terapêuticas, plantas que curavam e aliviavam as dores; também observou a beleza da natureza, sua singeleza, ordem, sua racionalização e daí passou a admirá-la, respeitá-la e amá-la. Ele levou um ano e meio para chegar à cidade, quando ele entrou todo alegre e cheio de vida, alguém lhe toca no ombro, ele se vira e se depara com um senhor de olhos tristes, rosto enrugado, cabelos e barba brancas, e com artrite nas mãos... O rapaz jovem se assustou e deu um pulo para trás; o outro logo lhe contou quem era e perguntou o motivo de tanta demora, o jovem então contou sua jornada. Ouvindo sobre seus conhecimentos medicinais pediu que o ajudasse, ou que ao menos aliviasse suas dores pois já havia gasto tudo que ganhara com médicos e nada, sendo ele agora um pedinte para sobreviver, afinal não conseguia mais trabalhar e nem voltar ao vilarejo devido as forte dores que sentia. O rapaz enternecido deu-lhe algumas ervas e as dores aliviaram até desaparecer por completo, outros sabendo de seus conhecimentos e capacidade o procuravam, desde os pobres aos mais ricos. Um dia o rei com muitas dores e os remédios de seus médicos não fazendo efeito, mandou chamá-lo. Seus remédios homeopáticos muito bem fizeram ao rei, o qual o fez médico chefe do palácio, sendo ele muito querido pelo rei, a rainha e a princesa (sua futura esposa). Quanto ao amigo, ele o fez auxiliar na feitura dos remédios; não o esqueceu como este o havia feito...
“Observar é preciso, a vida é fugaz.
Observar a riqueza, que vantagem traz!”
José Roberto Perez Monteiro – SCSul – SP
SEREZEIRO@HOTMAIL.COM SEREZEIRO@YAHOO.COM.BR

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