Pai não vai embora
Data Postagem 12/03/2011, Autoria: marilene martins da silva dos santosComo me sssustam esses seus olhos tristes, vazios, destituídos de vida;
Esse teu olhar baço, de quem busca a escuridao;
de quem não mais quer ver.
Me ssusta a fragilidade do teu corpo, porcelana, outrora taõ rijo, tão forte,
Me assusta, esse fugir sorrateiro da tua alma
pouco a pouco, dia a dia, e eu não sei para onde.
Me assusta sentir que está perto, mas extremamente longe de mim,
tenhocomigo um corpo quase inerte,
cuja essência se esvai.
Invólucro quase vazio e, por isso quase desconhecido...
Como estancar a sangria da alma e fechar a ferida por onde hemorrage a vida?
Ah!naõ exitem mais sorrisos,
as palavras são parcas, econômicas,
os gestos são lentos, sem vontade,
os olhares são desprovidos de sentimentos, comedidos e sorrateiros,
olhar deconfiado, como de quem foge.
Sabe, velho, existe vida abundante em mim e dá para nós dois.
Não é o egoísmo incosciente que suplica;
É a consciência plena de que mora e pulsa em você, a força;
a força de um gurreiro e de um sobrevivente!!!!





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