O parto pleno da calma
Data Postagem 12/03/2011, Autoria: marilene martins da silva dos santosMe toma a alma, uma certa calma...
lânguida e preguiçosa;
dolorida e triste!
Todavia, sólida, prenhe de certezas.
Calma que caminha sobre a solidez da realidade,
que traz em seu bojo a consciência do inevitável...
Não se trata daquela calma fluida, expectante;
que crê, sinceramente, no impossível, no improvável.
Minha calma é quase palpável e
me possui,
toda...
de forma plena e inexorável.
Pouco a pouco dela me recordo,
eis que era aquela paz amiga,
há muito distante,
quase esquecida,esmaecida na imensidão da vida, na aridez da alma.
Assim, sem nada pedir, ela retorna, companheira...
como se jamais tivesse partido ou me deixado,
e, consegue, acalentar, aquecer e habitar minha alma,
num parto sem dor e sem lágrimas.
Do mais íntimo, simplesmente, emerge, a mais absoluta e completa...Calma.





Comentários para “O parto pleno da calma”
Por relicário em 23/03/2011
Linda poesia, Parabéns e obrigada querida por elogiar e comentar meu texto..muito carinhoso de sua parte..Por Luis roggia em 12/03/2011
Linda poesia Marilene! Quando se ama é difícil manter a calma, o coração não se aquieta.