O Moço (Moa)
Data Postagem 13/09/2009, Autoria: AjAraujo - poeta humanistaNão me perguntem quantos anos tenho;
e sim,
quantas cartas mandei e recebi.
Se mais jovem, se mais velho...
o que importa,
se ainda sou um fervilhar de sonhos,
se não carrego o fardo da esperança morta!
Não me perguntem quantos anos tenho;
e sim,
quantos beijos troquei - Beijos de amor!
Se a juventude em mim ainda é festa,
se aproveito de tudo a cada instante
e se eu bebo da taça gota a gota...
Ora! Então pouco se me dá que gota resta!
Não me perguntem quantos anos tenho
mas...
queiram saber de mim se criei filhos,
queiram saber de mim que obras eu fiz,
queiram saber de mim que amigos tenho
e se a alguém, pude eu, tornar feliz.
Não me perguntem quantos anos tenho
mas...
queiram saber de mim que livros li,
queiram saber de mim por onde andei,
queiram saber de mim quantas histórias,
quantos versos ouvi, quantos cantei.
E assim, somente assim, todos vocês,
por mais brancos que estejam meus cabelos, por mais rugas que vejam no meu rosto, terão vontade de chamar-me: O MOÇO!
E ao me verem passar aqui... ali...
não saberão ao certo minha idade,
mas saberão, por certo, que eu vivi!
Moacyr Sacramento (O Moa), poeta e dentista, grande amigo de Niterói e Conservatória, RJ.





Comentários para “O Moço (Moa)”
Por PAULO HENRIQUE ALVES DOS SANTO em 29/06/2011
Ao visitar Conservatória em 2010, tive a grata satisfação de conhecê-lo e ouvir seu maravilhoso Poema. De la para cá passei a recitá-lo em todas as oportunidades que tenho e sempre sou tomado de muita emoção quando o faço. Parabens MOA.Por Jose Carlos Monteiro em 23/09/2010
Moacir, este poema trago nos meus pensamento gravado desde 2007, quando visitei Conservatoria. Sera eternizado ............. Parabens que seja sempre iluminado ....... Abraco