O DESTERRO DA PALAVRA POÉTICA
Data Postagem 27/07/2009, Autoria: Jessé Barbosa de OliveiraO poema confina-me a mente:
Suscitando-me a fazer viagens
Ao éden da descoberta
Ou para a obliqua paisagem da nula sondagem.
Quando o naufrágio é o compulsório itinerário,
Faz-se vã a cinemática de ardis e subterfúgios-pássaros:
Ainda que o meu conhecimento passe deveras ao largo,
Domina-me os pensamentos a voz do sol do fracasso.
Sinto a sinestese do desconsolo
Emanar-me do córtex,
Afluindo e copulando os poros
A fim de que possa infectar
Todos os vãos-átomos do meu corpo sorumbaticamente apático.
Depois, o que me sobra é a febre, a hemorragia do regozijo sonhado,
O sádico segredo, o etéreo cansaço:
A fragrância de vácuo, enfado, maresia, abismo, ataúde e ferrugem
Põe um véu de energia estática
Sobre a massa encefálica,
Deixando o sabor de azedume
Prostrado na língua, na lúgubre arcada dentária
De quem --- assim como yo ---
Não entende nem aprisiona
A semântica do predicado
Da poesia elementar, plástica, mineral, harmoniosa
Que aflora do voo das garças, falcões, corujas,
Albatrozes, águias, gaviões, Gaivotas!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA





Comentários para “O DESTERRO DA PALAVRA POÉTICA”