NUVENS SEM REGRESSO
Data Postagem 21/03/2009, Autoria: Alessandro Borges de MouraFolha verde que ladeira a baixo cai...
Derramando o suco vitalício da colorida estação, levando junto com a escuridão dos olhos:
as borboletas que sonham, e que falam no azul celeste do céu de aquarela.
Luzes que se ascendem e que repentinamente apagam-se,mas se apagam, do que se ascendem.
São prematuras.
miniaturas que no máximo chegam aos vinte.
pois, muito cedo tornam seus corpos escravos do bel prazer, e se alimentam do futro proibido: da malícia, da milícia,e cotidianamente são fumos alucinantes da morte.
Nuvens extremamente efêmeras: das chamas mortais sem regresso, do medo incontido na chuva pagã dos olhos, da alma vazia esculpida na lápide, do espírito atormentado a esmo de Deus.
Poeta Acreano





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