Mística no humor
Data Postagem 30/08/2011, Autoria: Allinie de CastroMesmo aos farrapos
Vista como mendiga
E julgada como embriagada
Eu faço minhas virada
Quando quero viro princesinha
Subo no salto e piso
Em todos que me julgaram
Quando me da na telha
Encarno pintora...
Vezes me arrisco psicóloga
Vezes me atrevo recostar
Ao piano a dedilhar
Sonetos que nem me recordo mais
Me exilo... me exponho
Me afasto... grudo, sufoco
Quando um sopro de alegria
Passa me chamando
Eu refaço... da escrava
A rainha, faço magica
A beleza encarna em meu olhar
E todos que me olham
Também acreditam nesta beleza,
Mas quando caio em crise
Parece que o inferno me engole,
Volto pro buraco, fugitiva de si
Volto as minhas drogas de emergência
Pra ver se uma hora ressuscito
Uns olham-me e julgam-me louca
Outras condenam por vadiagem
Quero ver quem tem coragem
Pra vir encaram esta doença
Eu apenas sou duas coisas distintas
Dentro de uma só...
É como se colocasse ambos
Amor & Ódio trancafiados,
Eu sou o riso e o choro
A angustia e o alivio
O veneno e o antidoto
O melancólico e o eufórico
Tudo dentro de mim...
E sozinha... Sempre sozinha
Esta é minha maldição
Mística no humor...
Na dor... no amor.





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