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INTERVEIO

Data Postagem 05/12/2010, Autoria: José Roberto Perez Monteiro

Neste dia em que o sol
No escuro infinito
Deixou de ser um ponto de luz;
Encontrei aqui na terra
A luz que me iluminou.
Iluminou-me para ser.
Iluminou-me para ter
Uma luz permanente
Que brilhasse em mim mesmo...
“Ela brilhava em meu coração;
Somente dentro em mim,
Havia luz. Lá fora, era tudo negro.”
Seguir no escuro tateando
Depois que tudo via
Não é fácil,
Tem que se ter fibra!
Agora, você não é único,
Estão todos cegos...
O mundo jaz na escuridão
E todos caminham
Nos labirintos das incertezas.
Corre-se à direita,
Quando era para a esquerda.
Assim vai a humanidade
Perdida nos caminhos
Que outrora vagava.
Agora, cega pela noite,
Nem a lua tem como guia;
Está tudo negro.
Difícil ficou a vida
Agora, para todos...
Não há mais classe social.
Não há mais raça dominante.
Não há mais crença reinante.
Não há mais distinção,
Todos são únicos e iguais
E quem quer ajudar o outro,
É cego guiando cego,
Caem os dois no abismo.
Isso já havia falado Cristo!
Utópica humanidade,
Sabedora do futuro
Permeou um presente
Para nesse mesmo futuro,
Viver do que se fugia; evitava.
Pobres criaturas que filosofaram.
Falaram e falaram.
Porém todos estavam surdos;
Perdidos em suas ganâncias e necessidades...
Não havia tempo para ouvir.
Hoje, devido a tudo isso do passado,
Já não se ouve(audição);
Já não se vê(visão).
Se não compreendermos o tempo, a era,
Corremos o risco de perdermos
Os outros sentidos.
O tato, pela falta de amor.
O olfato, pela poluição, pelo odor.
O paladar, pela falta na vida, de sabor...
Sem os cinco sentidos, corremos o risco
Da vida ficar, sem sentido!
(PEREZ SEREZEIRO)
José R.P.Monteiro – SCSul SP serezeiro@hotmail.com serezeiro@yahoo.com.br

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