APAGÃO
Data Postagem 10/04/2009, Autoria: Alessandro Borges de MouraÉ comum os sapos morrem na lagoa
O mendigo comer lixo na sarjeta
O tráfico de entorpecentes nas escolas
A fila quilométrica do NSS
O moleque desde muito cedo,nas esquinas libertinas da vida cheirando cola.
É comum a violência subjulgar a lei
A mãe com uma penca de filhos no semáfaro pedindo esmolas
O inocente ser tido como culpado
Os filhos desesperados do desemprego
O rosto dos poderosos sempre mascarado.
É comum as ratazanas morarem no congresso
O lobo disfarçado de ovelhas
A cidade grande ofuscada pelo medo
Os doentes morrem por falta de medicamentos
A ciência não revelar seu fiel segredo.
É comum os anjinho biológicos serm cotidianamente jogados nos esgostos
Os sonhos sufocados não sairem do travesseiro
Os rios serem depósito de tudo que não presta
Os animais mais belos sererm instintos da fauna brasileira
O feitiço não virá contra o feiticeiro.
É comum as floresta sem dizimadas pelos os filhos do cão
O santo de casa não fazer milagres
O homem pervesso ser sepultado na cova que ele mesmo cavou
A vida ser palco sangrento de destruição
A placa de advertência ser adulterada,
O grito comovente deste apagão





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