Poesias Online, 
Olá visitante, participe do site.
Página Principal
Acesse sua Conta!
Cadastre-se
Envie sua Poesia
Poesias mais lidas
Últimas inseridas
Poesias mais votadas
Fale Conosco

Agradecimento
Amizade
Amor
Aniversário
Ano Novo
Depressivas
Desculpas
Dia das Mães
Dia dos Namorados
Dia dos Pais
Eróticas
Espíritas
Evangélicas
Felicidade
Infantis
Natal
Natureza
Paixão
Patrióticas
Paz
Pessoas
Reflexões
Regionais
Saudade
Significado de Sonhos
Significado dos Nomes
Site de Mensagens
Piadas
Horóscopo
 
 
 
Web Poesias Online
 

A MORTE GERA VIDA

Data Postagem 17/08/2010, Autoria: José Roberto Perez Monteiro

Caiu no mar.
Rolou pra lá e pra cá.
Por cima e por baixo.
Rolava pro abismo.

Assim era
O vai e vem
Da Abóbora Selvagem
Que no mar estivera.

Colhida que foi,
Estava sendo levada
Pelo mal feitor
No barco chamado, “cilada”...

Com o balançar das ondas
Rolou para as águas.
Por elas foi abraçada
E lá pro fundo, foi tragada.

Não sabia onde estava;
Como dali sair;
Como voltar para casa,
Ou como subir.

No mar; o que morre, sobe.
E a Selvagem Abóbora, subiu...
Acima dela, gaivotas surgiu;
Estavam com fome.

Sua vida foi germinar,
Crescer e esperar o colher.
Mas pobrezinha, terminou no mar.
Morreu sem saber...

Seu algoz, não aceitou a perda.
Rodou pela vizinhança
Encontrando o lugar que ela jazia.
Estava como quando colhida.

Pegando-a com sua rede
Recolocou-a com as outras,
Que mesmo não tendo
No mar caído; estavam mortas...

Parece que o mal feitor,
Se esqueceu de um fato.
Depois do fruto colhido,
Não há retorno...

Ela, morta está
Para esta vida.
Mas outra pode existir,
Por ela partir.

A semente que caiu no mar
É a que vai germinar;
Nascerá pela mão do feitor.
Sem passado, sem lembrança, sem genitor.

Talvez tenha semelhanças
Pelo dna dos antepassados;
Mas nunca saberás!
Foram brutalmente separados.

Assim,
Nasce uma nova geração.
Enfim,
Fantoches todos serão.

O apocalipse é chegado.
Filhos sem mãe, sem pai.
Humanos alucinados.
Perdido o mundo vai...

Agora sorri o feitor;
Feliz está o seu Senhor
A humanidade já não pensa,
A ignorância reina.

Sem conhecer seu passado
O que lhes disserem, é fato.
A história conhecer,
A liberdade, faz valer.

Agora os descendentes
Da Abóbora Selvagem,
Dela, nada sabem.
Somente dos remanescentes (sobreviventes).

Nascer, crescer, viver,
E não se deixar colher,
É a razão de não morrer
Sem ao menos, o passado conhecer...

José Roberto Perez Monteiro – SCSul – SP serezeiro@hotmail.com serezeiro@yahoo.com.br

Dê sua nota!

loading
 

Poesias relacionados a A MORTE GERA VIDA

 

    Comentários para “A MORTE GERA VIDA”








 confirmacao

* Todos os campos são obrigatórios

loading

 

              Copyright 2008 | Poesias Online.com | Todos os direitos reservados