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Marcas
Quando tudo parece real
e não é mais sonho,
não é mais expectativa e nem desejo,
quando deixa de lado o passado
para se tornar presente
ou até mesmo futuro.
Quando tudo parece
conquistado, adquirido, conseguido,
vem a desilusão,
as marcas que não cicatrizaram
reabrindo a ferida no peito.
Aí vem o pranto, a desesperança
a vontade de ir,
o arrependimento do ficar,
o desejo louco de partir sem lugar definido,
sem estradas, sem rumo,
sem horizonte, sem amanhecer.
A dor, a angústia
escondem a lucidez,
a lua, as estrelas,
o por do sol, o dia a dia,
deixando apenas
a saudade do sonho,
do sonho lindo que um dia,
o coração, o pobre coração acalentou,
se tornando uma realidade fria e cruel
que gostaríamos de não ter que vivê-la
como se não fosse gente,
apenas um ser,
um ser, que aos poucos está morrendo.
Autoria: Saryta
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