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O Grito
O grito que está preso na garganta
Pelo choro convulso é sufocado.
A dor se supera e ágil se levanta
E o grito em silêncio é transformado.
Morto, enterra-se no peito o grito
Enquanto o choro à face banha.
Morto, o grito na alma se entranha
E age como um ferrugem infinito.
Grita então o grito dentro do ser
Que fica com a existência corroída
Porque subtraiu do grito a vida.
Corroído e sem ter o que fazer,
Aquele que ao grito prendeu
Teve dele o mesmo fim: morreu!
Autoria: Cícero Carlos Lopes
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