O PRÉDIO MALUCO
Data Postagem 02/03/2010, Autoria: João Paulo Prestes“É tudo improviso...”, diria Rafinha Bastos –
O síndico tão tower do Arouche,
Onde o também tão tower Vavá,
Instalou seu excêntrico Bateau Mouche!...
O jamaicano rebola na lavadora
Feito som de guitarra estonteante...
Dormindo no canapé, Caco Antibes,
Devasso contínuo e delirante!?...
A audiência vip nas poltronas de cetim
Dá o ar bonito da sua graça...
E os figurantes no palco sorriem
Diante dos aplausos e da pirraça...
Enquanto isso, no sótão veneziano
Tem uma galera mergulhada na piscina...
E bebe, e pateia, e esvoaça contundentemente...
Antecipando a carnavalesca acordina!...
Debaixo dos sótãos juvenis,
A família do Arouche joga um baralho...
É festa e mais festa no festim!
Mas o nervo do patrão sai em frangalho!...
Que dia mais esquisito!... Veja
A farra bamboleando dos telhados!...
Parece que o paulistano ainda não dormiu
Da patuscada e dos babados!...
Tem um chef romântico na cozinha
Do edifício Vavatur...
Cantarolando uma polca francesa
E duelando nos sonhos do rei Artur!...
Depois vem vindo a guarda municipal
E encontra os trapos da pândega...
Agora pintou no ar uma dose de frangalhos!...
Agora jorram os tostões, das cabinas da alfândega!...
É meio maluco, mas consegui a minha poética...
Assim mesmo, no rude improviso...
É a nódoa da vida e do poema sórdido...
Feio e bonito ao mesmo tempo... e dono do meu riso!...
Meu poema vem daí: da escadaria do Arouche
Rolando os degraus e pipocando de formosura...
Esculhambo todinho com a minha arte plástica,
E rolo também sossegado, da escada dura!...
O Arouche familiar do Vanderlei Mathias
Dorme tranqüilo depois do ambulante canavial...
Mas cantam, sorridentes, na janela
Os gatos pretos do soturno recital!...
A luz lá de fora apagou
E o novo São Paulo da garoa recomeça...
Vai por debaixo do viaduto e entra pelo metrô
Ao meio-dia com calma e sem pressa!...
Motoqueiros assomam dos tufões
De vento autmotivo, truculentos...
Lá chega de novo a velha patuscada
Moderna e altiva... dos dias calorentos!...
A festa da minha peça teatral poética
Está formada: é só vim curtir
O meu Arouche Tower improvisado
E depois, sorrindo, ir dormir!...





Comentários para “O PRÉDIO MALUCO”
Por mari em 15/10/2011
hummmm, alguem diria: pode vir, as lembranças de uma terra nata, nao vao acabar, pois farei de tudo para voltar, aos olhos de quem amar, e se mesmo assim nao conseguir, tenho eu como marfim, pois o amor k eclode em mim, supera tudo minha deusa do festim.Por mari em 05/03/2011
Hummmmm serio isso nao? mas o k os olhos nao estao vendo,o coração jamais ira sentir, eu nao vou contrapartir, nao adianta dek, melhor k fazer eh respeitar o ponto de vista de cada um.