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Ah! Os relógios (Mário Quintana)

Data Postagem 10/09/2009, Autoria: AjAraujo - poeta humanista

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas em seus fúteis problemas tão perdidas que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna somente por si mesma é dividida: não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida - acaso lhes indaga que horas são...

Mario Quintana, poeta gaúcho, "A Cor do Invisível".

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Poesias relacionados a Ah! Os relógios (Mário Quintana)

 

    Comentários para “Ah! Os relógios (Mário Quintana)”

  1. Por Zeca em 30/04/2010

    Talvez uma boa tradução para a parte que falta seria: "when someone, awaked from life..." A intenção do autor é dar ideia da irrelevância da presente vida, face à eternidade.

  2. Por John D. Godinho em 23/09/2009

    Mario Quintana in English Ah, Watches! (Ah, os Relógios!) Friends, to consult your watches will be useless when, someday, I am gone from your lives so lost in solving futile problems to survive they seem to be obituaries in progress. For time is an invention of death; it is unknown to life, true life, that is, when a single moment of poetry is enough to give us all of eternity. All of it, yes, because eternal life can only by itself be divided; it cannot be apportioned, bit by bit. And the Angels trade looks of bewilderment when someone ?himself again, in the afterlife? happens to ask them: ?What time is it??? (translated by John D. Godinho) Ah, Watches! in The Color of the Invisible








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