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Os peitos da minha amada

Data Postagem 08/01/2012, Autoria: Warmien





Quando um dia eu olhar
para os melões já maduros,
com os bicos rosados,
já não mais apontando pro futuro,
vou recordar entre sorrisos
o quanto deles desfrutei.

Esses seus peitos, minha linda,
fartos, tão lindos, provocantes,
são deliciosas nesgas de pele macia
que o decote do seu vestido
insiste em deixar descobertas.
São como úberes estimulantes,
onde me recolho acanhado
quando busco conforto e segurança,
e no meio das suas tetas lautas,
dessas mamas opulentas, robusto busto
faço o meu abrigo, um refúgio infinito.

Mas seus peitos, minha linda,
nunca foram tímidos e nem submissos
Altivos e desafiadores, de sobejo ousados,
rígidos outeiros de marmóreos moldes,
só se renderam aos meus desejos,
depois que aflito, ansioso e libidinoso,
reverenciei obediente os dois monumentos,
suplicante, ajoelhei-me no átrio dessas delícias,
antes de desfruta-los com delirante lassidão.

Porém, depois da idolatria, vieram os desmandos!

Tomei conta dos dois, exorbitei em homenagens,
reles fiz deles o bojo de velas enfunadas,
e naveguei, singrei os mares das delícias.
Ganhei o topo dessas montanhas altaneiras,
percorri o vale profundo que existe entre eles,
onde fiz meus eflúvios jorrarem frenéticos.
Fui mesmo insolente, usei os pomos com afobação,
abusando, lambuzando aos meus caprichos,
até regozijar-me num total cansaço amplo,
amassando os dois, usando, quase esmagando,
como carnudos cachos, tão sápidos, gostosos grãos,
maduros bagos moídos, suculentos, da videira
colhidos tenros, nas vinhas do puro prazer.
Me ufano que neles me pendurei indolente,
e soberbo, me esbaldei tanto em apertá-los.

Usei suas tetas redondas como dois sinos,
e da cúpula sinuosa, abóboda generosa
tirei os sons dos seus gemidos afogueados,
deles fiz badalos que bimbalhei, troando
contente, prazeroso, repicando divertido.

E se um dia os bicos rosados
não mais apontarem para o futuro
recordarei com êxtase e magia
o quando sonhei em seu regaço!

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