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Soneto do silencio

Data Postagem 29/10/2011, Autoria: Daniel Nascimento Magalhães

Nem em face do maior encante faço correntes
Nos laços mais entristecidos o momento prudente
E na volúpia dos teus olhos o amor mais que saliente
Jaz um amanha sem destino.

E no alto do morro que subistes toda vida, não digas nada
Pelo silencio do tempo, em que nada jaz nada
E pelo beijo frio e incompreendido deseja o nada
E faz silencio a distancia das suas mãos as minhas.

Mais se teu pranto secar por meu conforto
Na volúpia dos seus desejos, a freqüência do beijo
Enfim será minha, no mais longo beijo desta via
Para que seja viva a vontade entristecida de viver.

Mais se não dizeres ao tempo seja viva essa vontade
Hei de colher seu corpo e plantar meu canto
Pra renunciar o velho e matar meu pranto.
E se um dia eu gritar em meio seu silencio...
Farei morada nos teus braços, e viverei meus vãos momentos.

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    Comentários para “Soneto do silencio”

  1. Por Jorge em 31/10/2011

    Lindo Poema espero mais poemas deste ótimo autor!!!

  2. Por Augusto em 29/10/2011

    Ótimo poema isso é poema de verdade genial!!! Daniel Nascimento Magalhães continue assim Gênio !!!!!








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