Reservas de um tempo...
Data Postagem 06/08/2010, Autoria: Jairo Ferreira de MatosEscondeu-me o tempo,
não vi as flores desabrocharem na primavera,
nem as andorinhas anunciarem o verão.
Lá fora,
um sol se ardia em chamas
casais eram cobertos por um lençol.
Promessas de amor se desfaziam no ar,
o vento girava em círculo,
e a chuva prometia voltar.
Depositou-me na sombra o tempo,
sobre a madeira talhada,
selou minha boca,
com o selo do amor.
Era velho o casarão
e enormes tonéis me cercavam,
passavam os dias e as horas,
ninguém me visitava.
A noite parecia não terminar,
a companhia era o silêncio
e a solidão que se quebrara
ao vôo leve da caçadora noturna,
que desconfiada,olhava pra mim.
Passou o tempo,
envelheci
é hora do brinde,cadê o vinho.
Tem que ser tinto cor do pecado
e com o gosto do amor,
que não te ofereci.
Autor ...( Jairo Matos )





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