MENINA DA JANELA
Data Postagem 13/07/2010, Autoria: José Roberto Perez MonteiroLembro a mão amiga da vizinha da esquina
Que me acenava toda vez que passava.
Como era bom aquele aceno,
Me dava forças para o dia inteiro.
Durante o período de trabalho, lembrava daquela mão.
De branca cor, era.
Seus dedos finos,
Lembrava os lírios de onde nasci.
Ao voltar, lá estava ela
Toda bela e faceira
Com um sorriso nos lábios;
Dava-me muitos acenos.
Parecia que como eu,
Anciava aqueles momentos onde,
Em inocentes acenos,
Deixou meu coração cálido de amor.
Menina, criança , botão em flor.
Eu, cravo calejado, marcado pela dor.
Neste jardim da vida
Nossas raízes não fincamos,
Pois de repente, a menina da mão amiga
Que me enchia de amor,
Não desabrochou. Morreu a pobrezinha;
De rara doença – disse o doutor.
Eu agora machucado
Queimo ao sol
Sem raiz, sem amor...
José R. P. Monteiro – SCSul – SP serezeiro@hotmail.com serezeiro@yahoo.com.br





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