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Ana Paula Arósio

Data Postagem 14/01/2012, Autoria: Alessandro Borges de Moura

Ela não é fogo que arde, rio que inunda.
Picácio talvez não soubesse retrata-la:
Pelas linhas maleáveis do cubismo, pela imensidão das estrelas;
Pela natureza, pelas águas profundas.

Das pedras preciosas: Ela é o brilho singular.
O misterioso encanto que não teve Cleópatra,
A beleza exuberante de Sara
A étera presença que arrebata os olhos sem dizer nada.

Se Camões fosse vivo, na certa a chamaria de Angélica perfeita.
Vinicius de Moraes gostasse mais dos seus lindos olhos azuis.
Gonçalves Dias não tivesse como inspiração a luz dos nautas
Shakespeare não a trocasse jamais por Julieta.

Pois, ela é o próprio fulgor das passarelas.
O rosto pulcro da telematugia,
A personagem indispensável
A rara orquídea vermelha desabrochando ao som mavioso da poesia.

E ainda que digam que: Vera Fischer, Carolina Diechmann,
Angelina Jolie, e Camila Pitanga.
Sejam: o “colírio masculino”...
No entanto, o tom perfeito, e o detalhe elevado.
Não possuem o culto da formosura, da arte transcendental que é Ana.

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