A Fúria do Mar Literário
Data Postagem 13/11/2011, Autoria: Victor MedeirosQuero que este poema seja devorado por um coração apaixonado. Alguém que leia linha por linha com o honesto fervor das pessoas que amam, que enxergue o rosto daquela que idolatra em cada verso do meu escrito e visualize-se com nitidez em cada lugar e em cada momento aqui descrito, ao lado da pessoa amada.
Exijo o correto exercer do eu lírico que transmuta e recria vidas inteiras e revela os momentâneos desejos daquele que, ao iniciar a leitura, nele se reflete. Quero o doce efeito luminoso das almas gêmeas a desesperar-se em ânsia ao passear os olhos pelas linhas e rimas ardentes que atiça o fogo passional vivido apenas por aqueles que são, já foram ou serão vítimas passivas da força de um segredo.
E quero que ali pare o tempo e cessem as ondas do mar e que este caia em forma de garoa fina na madrugada do horizonte misterioso iluminado pelo luar da mente ilimitada pertencente ao leitor dos versos.
Quero o divisor de mundos típico literário que te faz abdicar a realidade e prender-se ao efêmero eterno segundo que tu reinas no império a ti cedido pelas palavras. As palavras que te dão as chaves que quebram as correntes do real e te envolvem no doce sonho num mundo criado pela mente de um poeta arbitrário e insensível.
Quero o sorriso no rosto daqueles que recebem este poema com dedicatória e o sabor do beijo doce resultante de uma declaração de amor. Quero a sensação do abraço fraterno recebido por bons amigos após encantarem-se com o presente simples e recheado de valor emocional.
E por fim, no outro lado do cais, no porto seguro que o espectador chega ao término da leitura de qualquer obra de arte, à luz do fim do túnel que o arrebatará do inconsequente mundo poético. Quero a satisfação e a proposta reflexão feita por todos aqueles que navegaram no mar de delírios cada vez mais atordoado pelas tempestades causadas por nós. temporários dominantes da escrita.





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