A beleza de deitar
Data Postagem 22/02/2010, Autoria: Carlos Eduardo NettoDeitado ao seu lado
Avassaladora noite
Desenfreada torrente
Umedecendo nossos lençóis quentes
Onde de fato posso te ter .
Esplendorosamente deitados
Procurei sentido naquela cama
De toques rápidos
De beijos lépidos
Envolvidos em pura ação
Num envolvente balé de horas
És que não demora
Tudo isso aqui vibrar
Através desse imã humano
Frente a frente
Nessa disposição
Horizontalmente ao chão
Vejo a gente voar, decolar , entrar em erupção
Mas, perdoe-me "Morfeu".
Se isso tudo aconteceu
Este sonho é meu
E você não pode chegar
Minha cama é meu Olimpo
Regrada de beleza
Ao ver meu amor deitar
Mas a noite
Tem seus mistérios
E como tal são diferentes
E nem sempre reluzentes
E sozinho ao seu lado
Às vezes vou estar.
Perplexo com sua altivez
Decepcionei-me mais uma vez
Mas males não há
Fica, então a sublimação do desejo
Que horas eu vejo
Não são teu ensejo
Nessa cama comigo estar
Satisfação que sempre é minha
Se não viesse , não teria
Mas tudo isso pode por mim terminar
Se não fosse por meus sentidos
Que vêem no seu corpo cálido a certeza dessa cama ainda continuar.





Comentários para “A beleza de deitar”
Por Flavio Henrique em 22/02/2010
Muito legal..expressa bem o sentimento do poeta. ParabénsPor Rodrigo Lins em 22/02/2010
Simplincidade rimada, poesia pura e rimada , provavelmente herança do cordel - literatura da região desse poeta. Parabéns!